NOIZE Record Club apresenta “Pérola Negra”, de Luiz Melodia

10/11/2020

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Revista NOIZE

Por: Revista NOIZE

Fotos: Rubens Maia

10/11/2020

“O Estácio pode lhe querer/ Eu posso querer você/ Nós dois podemos lhe querer/ O Estácio, eu e você”.  

O NOIZE Record Club brinda os assinantes com um clássico que se renova através das décadas: Pérola Negra (1973), do inesquecível Luiz Melodia. Estreia do carioca, o álbum combina a poesia despojada e sensível de Melodia a uma mistura de influências musicais como a MPB, o rock à moda Jovem Guarda, samba de morro, choro, forró, samba-canção, blues e música experimental. Agora, essa obra-prima sai em kit especial com vinil preto 180g e revista NOIZE #107 viajando no tempo para contar seus bastidores e seu legado. Com master feita a partir das fitas originais, essa é a primeira reprensagem do disco em vinil em 38 anos. 

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Nascido e criado no morro do Estácio, um dos bairros fundadores do samba, Melodia é uma das expressões mais genuínas da cultura carioca por ser uma ponte que conecta underground ao mainstream, o morro ao asfalto, transitando com sua poesia e seu violão pela turma do bairro e por nomes como Hélio Oiticica, Torquato Neto e Waly Salomão. Não demorou muito para Waly apresentar Melodia a um nome emergente do início da década de 70: Gal Costa. E demorou menos ainda para ela encomendar uma canção composta por Luiz. A composição era “Presente Cotidiano”, que foi censurada pela Ditadura Militar. Na troca, foi escolhida aquela que seria uma das músicas mais emblemáticas da carreira de Melodia e que batiza o disco lançado agora pelo clube: “Pérola Negra”. A primeira versão foi  gravada com os vocais da artista para o disco ao vivo Fa-Tal – Gal a Todo o Vapor (1971). Em 1972, foi a vez dos versos de “Estácio, Holly Estácio” ganharem corpo na voz de Maria Bethânia no disco DramaAnjo Exterminado

Compositor em ascensão, em 1973 chegou o momento de Luiz Melodia encantar também com seu vocal inconfundível. Produzido por Guilherme Araújo, Pérola Negra conta com dez faixas, todas assinadas apenas por Melodia. O disco foi todo preparado em uma casa alugada em Jacarepaguá para uma imersão criativa, que acolheu ele e os músicos Rubão Sabino, Daminhão Experiença, e Renato Piau. Depois, nos estúdios da Polygram, no bairro de Botafogo, as gravações foram iniciadas. Entre as parcerias, estão os arranjos de Perinho Albuquerque e Arthur Verocai, bateria de Lula Nascimento, guitarra de Piau, acordeom de Dominguinhos e guitarra de Hyldon. O comando da mixagem ficou por conta do técnico de gravação Mazzola. Confira a tracklist por lados: 

Lado A 

“Estácio, Eu e Você”
“Vale Quanto Pesa”
“Estácio, Holly Estácio” 
“Pra Aquietar” 
“Abundantemente Morte” 

Labo B 

“Pérola Negra” 
“Magrelinha”
“Farrapo Humano” 
“Objeto H” 
“Forró de Janeiro” 

Se a estética sonora já era envolvente, o que dizer da emblemática capa de Melodia sentado de pernas cruzadas, dentro de uma banheira, segurando um globo terrestre nas mãos, cercado por feijões pretos? Obra marcada por irreverência e charme, Pérola Negra reúne grandes sucessos da carreira de Melodia, como a faixa título, “Estácio, Eu e Você”, “Magrelinha”, “Estácio, Holly Estácio” e “Vale Quanto Pesa”. Disco inaugural de Melodia que registra a poesia da contracultura brasileira, é um item obrigatório na estante e merece um espaço de destaque em sua coleção. 

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10/11/2020

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