
Orquestra Filarmônica de Goiás, por Bruno dos Anjos[/caption]
Em seguida, o Boogarins subiu ao palco com um abraço em forma de show. No Bananada eles são praticamente prata da casa, mas isso não fez com que o quarteto não desse tudo de si. "Tempo" foi a primeira do set, com o Dinho segurando o público inteirinho na palma da própria mão nos momentos de silêncio da faixa. Esquecer das horas era inevitável.
Os improvisos que tornam a experiência de ver a banda goiana ao vivo tão única também marcaram presença - e quem estava assistindo só conseguia ficar completamente imerso no som. Uma versão de 8 minutos de "Cuerdo" fez todo mundo ir até a lua e voltar. Eles bem que quiseram fechar o show com "Auchma", mas a plateia pediu mais. O setlist que também teve "Olhos", "Benzin", as clássicas "Lucifernandis" e "Doce" (além da nova "A Pattern Repeated On" numa versão em português) terminou com "Infinu", com toda a catarse, magnetismo e magia que é ver o frontman pirar com um microfone na mão.
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O Boogarins foi tão longe que acabei perdendo a apresentação da Luiza Lian (que toca também no Palco Spotify neste sábado) no showcase do selo RISCO. E enquanto no Palco Chilli Beans seguia na loucura com a discotecagem do Nevermind, cheguei no Diablo Pub a tempo de ver o Síntese botar tudo abaixo. O rapper paulista rima com o corpo inteiro, que é a única maneira de responder aos beats monstruosos do disco Trilha para o Desencanto da Ilusão: AMEM, lançado em 2016.
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Gestério Neto e Leonardo Irian do Síntese, por Bruno dos Anjos[/caption]
Se o quarteto goiano prende pela leveza e pela fluidez do som, Síntese ao vivo é um tapa na cara tão explosivo que praticamente te força a prestar atenção. O show ainda teve uma participação que esbanjou flow e presença de palco do Moita, sócio-fundador do coletivo de beatmakers Matreiro.
O showcase até podia não ter um décimo das pessoas que estavam no Centro Cultural Oscar Niemeyer - mas isso era o que menos importava quando quem estava presente queria focar de corpo e alma na mensagem que os artistas queriam passar.














