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O “até logo” de Tim Bernardes: turnê de “Mil Coisas Invisíveis” tem próxima parada em São Paulo


Por:

Isadora Lima

Fotos: Michele Castilho/Divulgação

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Feriadão, amistoso entre Brasil e Egito na televisão, show de Lauryn Hill, Maratona do Rio: em pleno outono, a cidade maravilhosa estava mais agitada do que em muitos finais de semana de verão. E, no meio de toda essa movimentação, no palco do Vivo Rio, algumas pessoas se teletransportaram do caos da cidade para o show de despedida da turnê de Mil Coisas Invisíveis (2022), de Tim Bernardes, no dia 6 de junho. A tour, que começou em Porto Alegre, ainda passa por São Paulo (26 e 27/6) e Recife (17/10)[veja mais abaixo].

Na vez dos cariocas, a experiência esteve longe de ser calma. Os múltiplos sentimentos despertados pela apresentação estavam materializados nos rostos da plateia. A sessão intimista fez com que qualquer pessoa ali se sentisse sentada no chão do quarto do cantor, enquanto ele tocava e cantava para o público.

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No palco intimista, Tim ora conversa com o público de maneira tímida, passando a mão pelos cabelos, no outro, ora concentra todos os olhares sobre si (e os devolve), despertando sorrisos, lágrimas e suspiros ao mesmo tempo.

A escolha das canções

Como o próprio comentou no palco, é difícil definir uma setlist exata para seus shows. Este show certamente teve músicas que não estarão nas próximas, inclusive. Durante um momento, ele pediu sugestões da plateia e atendeu a praticamente todos os pedidos. Em um show com mais de duas horas de duração, foi difícil sair de lá sem ouvir uma favorita.

O espetáculo percorre diferentes momentos da carreira: o primeiro álbum solo, músicas da banda O Terno e até o single "Prudência–Praga", do ano passado. A primeira faixa, “Prudência”, foi composta para Maria Bethânia; já “Praga” foi escrita em parceria com Erasmo Carlos.

A participação dos fãs foi um espetáculo à parte. O público afiado sabia todas as músicas, das mais novas às mais antigas. Além da cantoria, a plateia se encarregou de fazer a percussão com palmas ritmadas. Também houve um coral durante a música “A Balada de Tim Bernardes”.

Mas, claro, é Mil Coisas Invisíveis que ocupa o centro do palco. Com uma guitarra, um violão e um piano, Tim recria a riqueza instrumental do álbum de estúdio. O violão foi, com certeza, o protagonista, principalmente nas canções do último álbum, como “Última Vez”, “Falta”, “Esse Ar”, “A Balada de Tim Bernardes”. Mesmo nos despedindo, é fato que o álbum já virou um clássico, principalmente para o público. Já o piano foi responsável por evocar toda a emoção de “Recomeçar”, a melhor canção do repertório (mesmo não sendo do último álbum), na minha opinião.

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Agora, a expectativa gira em torno do novo projeto do cantor, que já está em fase de gravação. Enquanto isso, ainda é possível acompanhar a turnê, que segue pelo país e tem esgotado sessões por onde passa, como foi o caso do Rio e de São Paulo. 

O nosso sincero “até logo” ao Tim.

Sobre Mil Coisas Invisíveis

Lançado em 2022, o segundo trabalho da carreira solo de Tim Bernardes, que já acumulava reconhecimento com a banda O Terno, chega agora à fase de encerramento. Quando foi lançado, o projeto parecia, para muitos, ir na contramão dos tempos modernos. Longo, reflexivo, ora agitado, ora contemplativo, Mil Coisas Invisíveis conquistou o público jovem justamente por abordar com sinceridade sentimentos e situações do cotidiano.

O que parecia impossível de emplacar no TikTok acabou encontrando seu espaço na plataforma e virou tendência, ainda que sem essa pretensão. Afinal, é difícil não se identificar com as canções de Tim.

A turnê

As apresentações tiveram início em Porto Alegre, e a turnê pretende percorrer todas as regiões do país.

São Paulo — 26 e 27 de junho • Espaço Unimed• Ingressos aqui.

Recife —17 de outubro

Brasília — em breve

Manaus — em breve

Por:

Isadora Lima

Fotos: Michele Castilho/Divulgação

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