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David Bowie: nossas capas favoritas e as histórias por trás desses álbuns


Por:

Vitória Prates

Fotos: Reprodução/Masayoshi Sukita

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Nesta quinta-feira (8/1), David Bowie completaria 79 anos. O artista, que faleceu em 2016, deixou um legado imensurável na música. Cantor, compositor, ator e produtor musical, David Robert Jones lançou mais de 20 álbuns e conquistou 5 Grammy’s ao longo dos 50 anos de carreira. 

Com figurinos marcantes, uma voz inconfundível e composições que marcaram época, como “Heroes”, “Changes” e “Under Pressure”, colaboração com Queen. A trajetória musical de David começou nos anos 60, ainda na adolescência, em bandas como Kon-rads e The King Bees.

Foi solo que ele brilhou com Space Oddity (1969). Na década de 1970, se encontrou musicalmente no glam rock e entregou alguns dos seus melhores trabalhos. Com um hiato de dez anos, ele retornou em 2013 para o lançamento de The Next Day (2013). Seu último álbum, Blackstar (2016), foi lançado no seu aniversário de 69 anos, dois dias antes do seu falecimento, em decorrência de um câncer no fígado. 

Para homenagear seu legado, selecionamos cinco capas icônicas da discografia e um pouco dos bastidores da produção de cada uma. 

Hunky Dory (1971)

Hunky Dory inaugura a parceria de Bowie com a gravadora RCA Records e o produtor Ken Scott. O repertório traz favoritos como “Changes”, “Life on Mars?” e canções em homenagem a Andy Warhol, Bob Dylan e The Velvet Underground. 

A capa é assinada por Brian Ward, parceria que iria se repetir no ano seguinte para The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972), e traz imagem pixelada, pose inspirada por ensaios das atrizes Lauren Bacall, Greta Garbo e Marlene Dietrich.

Por mais que seja uma das favoritas do público e escolhida para abrir nossa lista, a capa de Hunky Dory quase foi bastante diferente: Ward sugeriu que Bowie se fantasiasse como faraó egípcio em posição de esfinge, inspirado pela exposição de Tutancâmon no The British Museum. O resultado teria sido bem diferente.

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972) 

Com The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars, Bowie ascendeu ao estrelato nos Estados Unidos. Com produção de Ken Scott, o repertório conta com clássicos como “Starman”, “Moonage Daydream”, “Ziggy Stardust” e “Suffragette City”. 

Um dos seus maiores sucessos, tanto de público quanto de crítica, colocou Bowie no centro do avant-pop e do rock experimental. A capa é assinada por Brian Ward e apresenta a persona Ziggy Stardust, roqueiro alienígena androgíno que Bowie adotou nos palcos para a turnê. Fotografada em Londres, Bowie aparece à frente da loja K.West. Após o lançamento, os fãs logo começaram a fazer filas na porta do comércio para recriar a capa do ídolo.

Aladdin Sane (1973)

A capa de Aladdin Sane, que traz o cantor em foco com um raio azul e vermelho desenhado no rosto, virou marca registrada da sua obra. No álbum — que introduziu sua nova persona — Bowie contou novamente com Mick Ronson na guitarra e Ken Scott na produção.

Marco no glam rock, a capa é assinada pelo fotógrafo Brian Duffy. O raio nas cores da bandeira dos Estados Unidos, inclusive, foi ideia do próprio Bowie, em um estilo “Ziggy vai à América”. A turnê norte-americana o inspirou em todo projeto, dando origem a faixas como “Panic in Detroit”. No ano passado, a foto original foi a leilão.

Diamond Dogs (1974)

Com Diamond Dogs, pelo terceiro ano consecutivo, David Bowie alcançou o topo das paradas no Reino Unido e o Top 5 nos EUA. Seus visuais fantásticos e distópicos ajudaram a consolidar hinos como “Rebel Rebel” e “1984”.

O clássico de George Orwell também inspirou a faixa “Big Brother” e permeia toda a narrativa do álbum, decorrente da frustração pessoal de Bowie, que não conseguiu aprovação para produzir um musical do livro. 

Assinada pelo artista belga Guy Peellaert, a capa do álbum apresenta Bowie como um homem-cão, em um estilo surrealista. A versão original da capa ainda apresentava nudez frontal, vetada pela RCA Records. Apenas poucas edições escaparam da censura, hoje em leilão.

Heroes (1977)

Heroes é o segundo volume da Trilogia de Berlim, ao lado de Low (1977) e Lodger (1979). O trabalho, inspirado na música ambiente e no krautrock, foi produzido em colaboração com Brian Eno e Tony Visconti, enquanto David morava na Alemanha. Já a capa minimalista de Masayoshi Sukita reforça o começo de uma nova fase. A foto foi inspirada nas pinturas do alemão Erich Heckel, que também influenciou o amigo, Iggy Pop, no álbum The Idiot, lançado no mesmo ano.

A faixa-título tornou-se um clássico no imaginário da cultura pop do século XX, virando trilha sonora de filmes — como As Vantagens de Ser Invisível (2012) — e uma das mais conhecidas da obra de Bowie. A letra foi inspirada em um beijo entre Tony Visconti e sua namorada próximo ao Muro de Berlim.

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Vitória Prates

Fotos: Reprodução/Masayoshi Sukita

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