
A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgou, nesta quarta (28/3), o relatório anual Global Music Report, com insights sobre o mercado musical do último ano.
Novamente, a mídia física aparece em alta: foram US$ 390 milhões no crescimento da receita em 2025, representando um aumento de 8,0%. E quem impulsiona esse número é o vinil. Com um aumento de 13,7%, as vendas de bolachões só crescem, fato que vem acontecendo desde 2007. Os CDs também cresceram, atingindo 3,7%.
Esse mercado é impulsionado especialmente pelo engajamento dos fãs. Basta analisar o caso de Taylor Swift: somente seu último álbum, The Life of a Showgirl (2025), vendeu 1,6 milhão de cópias nos Estados Unidos. Por lá, a venda de LPs ultrapassou os R$ 5 bilhões — o que não acontecia desde 1983, segundo relatório da RIAA (Recording Industry Association of America).

Apesar disso, como esperado, o streaming continuou líder de receitas nas músicas gravadas, crescendo 7,7% com um crescimento de US$ 1,6 bilhão às receitas globais.
De modo geral, foi um ótimo ano para a indústria fonográfica. As vendas globais de música cresceram pelo 11º ano consecutivo em 2025, com receitas atingindo um recorde histórico de US$ 31,7 bilhões.
Brasil em crescente
Já a América Latina manteve sua trajetória de crescimento de dois dígitos em 2025, registrando alta de 17,1% no ano — o que marcou o 16º ano consecutivo de crescimento na região.
E quem despontou neste cenário foi o Brasil. O país teve um aumento de 14% no último ano, o que nos leva à 8ª posição do ranking mundial — em 2025, o país ocupava a 10ª. Por aqui, as vendas físicas ainda representam uma fatia pequena do mercado, mas em constante crescimento: foram 25,6% no último ano, também impulsionadas pelo vinil. Mais insights sobre o mercado brasileiro estão disponíveis no relatório divulgado pela Pró-Music.
A IA na música
Outro tema que tomou conta do relatório este ano foi o uso de inteligência artificial na música. Os representantes do mercado musical cobram que os governos garantam a proteção do direito autoral e que a tecnologia seja usada como aliada, e não como substituta. Eles defendem que, quando uma música contiver IA no processo, isso deve ser informado ao consumidor, garantindo a transparência do processo.
Em todo o mundo, artistas vêm se posicionando sobre o uso responsável da ferramenta. “Políticas governamentais devem promover e proteger a música e as pessoas que a criam”, disse Céline Dion em entrevista à IFPI.
Confira o relatório completo neste link [em inglês].








