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Papangu destrincha “Celestial”, novo capítulo de sua saga de rock progressivo


Por:

Guilherme Espir

Fotos: Divulgação

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O nordeste sempre foi uma potência artística e um verdadeiro celeiro de craques que redefiniram as fronteiras da arte brasileira. Em 2026, isso não é diferente. Coube a uma banda de João Pessoa a difícil missão de recolocar o rock progressivo brasileiro no mapa novamente, descentralizando a lógica do eixo Rio-São Paulo: o Papangu.

Manter uma agenda sustentável e atrair público fora dos grandes centros já é um desafio logístico imenso. No entanto, o grupo foi além e conquistou espaço internacional, carimbando passagens pelas edições de 2025 e 2026 do prestigiado festival ArcTangent, no Reino Unido, além de angariar elogios em veículos como o The Guardian. Esse processo de internacionalização corre em paralelo com o fortalecimento no Brasil, resultando em lançamentos em vinil pela nacional Taioba Discos e pela britânica Repose Records, além de apresentações nas edições brasileiras do Lollapalooza e o Knotfestival.

Com uma linguagem e identidade musical únicas, o grupo reúne suas influências regionais nordestinas (como forró, ciranda e baião, por exemplo), num repertório que também aponta para outras estéticas, como o jazz, sludge, death metal, black metal (com excelentes vocais guturais em alguns momentos) e o zeuhl, que vem do idioma kobaïan (uma língua fictícia criada pelo baterista e líder do Magma, Christian Vander) e significa "celestial”. O Zeuhl é um híbrido entre o progressivo, jazz, música sinfônica, erudita e de vanguarda.

E ainda que isso tenha ocorrido de forma acidental (pouquíssimo provável), o terceiro disco da banda chama-se justamente “Celestial” e surge rompendo novas barreiras na carreira de uma das bandas brasileiras que mais deslancharam nos últimos anos. Com lançamento via Deck, a banda aparece com seu trabalho mais aguardado até então e entrega um registro com o esmero praticamente artesanal, mantendo o alto nível dos lançamentos anteriores e de forma analógica.

Se o primeiro disco do grupo foi um lançamento conceitual que levou sete anos para ser concretizado, inspirado na escatologia ecológica e na literatura modernista do Nordeste brasileiro, “Lampião Rei”, gravado pelo engenheiro de som Fernando Sanches — vencedor de três prêmios Grammy Latino — e mixado por Richard Behrens (Berlim), dá continuidade à série de álbuns conceituais da banda sobre o movimento do Cangaço, iniciada com Holoceno.

Lampião Rei virou até tema de TCC em Portugal e conseguiu consolidar a banda no circuito dos grandes festivais nacionais e internacionais. E agora com o Celestial, o grupo cimenta esse status com um disco que também apresenta mudanças na formação. Vitor Alves (que havia entrado em 2022 no lugar do baterista original, Nichollas Jaques) gravou o terceiro álbum, mas deixou a banda pouco tempo depois. George Alexandria (que também toca na Hajem Kunk) assumiu as baquetas e passa a integrar a formação oficial do grupo desde janeiro de 2026, acompanhando a banda na turnê europeia.

Celestial

O novo trabalho continua essa saga de discos conceituais com um lançamento dividido em dez partes, criando um tear sonoro cada vez mais sólido e inexorável, fruto dos últimos anos de turnês incessantes e de uma filosofia musical partilhada pelos integrantes da banda de Rock Troncho (alcunha criada por eles próprios), para se referir a um conjunto que consegue colocar o Hermeto Pascoal e o Magma pra conversar no mesmo botequim.

Num mundo onde os artistas soam cada vez mais iguais uns aos outros, a Papangu foi na contramão e eternizou um novo projeto que vai contra o uso da inteligência artificial na esfera artística.

Celestial foi gravado e mixado em fita magnética e masterizado de forma totalmente analógica no renomado Emil Berliner Studios. Gravada em grande parte ao vivo em estúdio ao longo de nove dias, a segunda colaboração da banda com o produtor Richard Behrens (Elder, Kadavar, Earth Tongue) utiliza o puro suco do groove secentista e setentista - desde instrumentos vintage até equipamentos de gravação lendários das décadas de 1960 e 1970 - para lançar um dos melhores discos nacionais de 2026.

Com letras muito bem construídas e que lembram a literatura de cordel, a Papangú surpreendeu novamente. A Noize trocou uma ideia com a agremiação de cangaceiros para esmiuçar esse contundente registro.

Queria que vocês comentassem o crescimento da banda desde o primeiro disco e como as mudanças estruturais no grupo foram guiando a construção de uma sonoridade cada vez mais própria.

Rodolfo: A primeira mudança estrutural ocorre já na própria gravação do Holoceno, cuja bateria é gravada por um grande músico convidado, o norueguês Torstein Lofthus. Dali em diante, uma série de excepcionalidades marca a trajetória sui generis profissional da banda.

A primeira é que ao ganhar os palcos do Brasil, a Papangu se viu com três membros novos que reinterpretariam aquelas gravações, bem como membros à distância coordenando o processo criativo, administrativo e logístico. Essa flexibilidade foi vital para que as vivências fossem compartilhadas e dois mundos se encontrassem: aquele da experiência ao vivo e o outro da repercussão do disco de metal.

Sobre a sonoridade, ela é influenciada por fatores planejados e também incidentais. Sempre estamos muito abertos à experimentação e gostamos de nos aprofundar nos ritmos, temas e conceitos que desenvolvemos, mas muitas vezes também nos rendemos às condições de tempo, espaço e logística que circulam cada gravação. Encaramos cada registro como um retrato da ocasião, e mesmo os shows carregam muito o peso de fazer com que cada música evolua após o lançamento.

Quanto ao tempo gestacional até o nascimento de Holoceno, é importante entender que a primeira fase da banda era um período de aprendizado musical e amadurecimento que ainda não vislumbrava tamanha repercussão. A título de exemplo, a banda carregava menos de dez shows entre o nascimento e o lançamento do Holoceno. Em retrospecto, e sendo um membro que entrou quando a banda precisou formar sua capacidade ao vivo em 2022, vejo que Marco carrega uma grande responsabilidade em ter mantido o projeto vivo mesmo após um período gestacional tão longo, com sua visão, estratégia e coragem. Quanto à linguagem própria, ela está em constante evolução e nosso campo léxico é receptivo a quase tudo, com frases e versos se moldando segundo cada entrada e saída.

Marco: Como temos caminhos bem distintos entre os membros da banda, a mistura nunca é homogênea, e ajuda a compor o caldo musical poliestilístico. Acho que a experiência de estrada e de estúdio de gravação tem nos ajudado a cristalizar algo do “som da Papangu”, que se confirma a cada som novo, mas também tem nos dado a liberdade de experimentar com diferentes técnicas composicionais, improvisação, e outros artifícios da performance, e a mudança será sempre uma constante.

"A jornada que a Papangu percorre vem primeiro de um grupo de amigos que compartilham do apreço por música pesada fora da caixa, que aprendem a tocar em conjunto no estúdio de ensaio e a dominar técnicas de produção musical, e que depois precisam se adequar a uma demanda intensa de shows com a adição de novos membros."

Após dois discos, vocês entram em estúdio sabendo a sonoridade que querem alcançar. Como o processo de gravação analógico ajudou vocês a externalizar essa sonoridade sem perder o esmero quase artesanal que faz parte de tudo o que a banda lançou até então?

Pedro: Foi um processo interessante, porém um verdadeiro desafio. A decisão influenciou bastante a gravação, pois escolhemos um processo em que não há maquiagem, então esse senso de urgência faz parte do disco. Estou bastante satisfeito com o resultado, acho que está entre os melhores, senão o melhor trabalho em que já participei. Nos entregamos de corpo e alma para esse som, que é composto por múltiplas camadas de referências nossas.

A gente já gosta muito de estar em estúdio, então essa não foi a parte difícil. Na verdade, gravar em fita foi uma das partes mais prazerosas. Se fosse possível, eu só gravaria assim. A fita obriga você a tomar decisões antes e seguir com elas até o fim. As dificuldades vieram mais de questões práticas e logísticas. Fazia muito calor no estúdio, e os próprios equipamentos esquentavam bastante.

O primeiro disco da Papangu tem uma veia stoner/sludge mais pronunciada. No Lampião Rei e no Celestial, percebi uma preocupação do grupo em trazer muita nitidez e brilho para a abordagem de engenharia sonora. Isso resulta num disco de audição muito clara e cristalina, algo muito difícil de fazer principalmente considerando a sonoridade de luz e sombra do grupo, que intercala muitas mudanças de clima, peso e velocidade nas composições. Queria que vocês comentassem sobre os desafios de manejar a engenharia de áudio em cada um dos discos que fizeram até então.

Rodolfo: Eu acho que muitas vezes há uma relação sinestésica entre capa, temas, letras e tracklist que também influencia a nossa percepção auditiva. Músicas como "Boitatá" e "Oferenda no Alguidar", bem como os trechos mais densos de "Rito de Coroação", "Ruínas" e o solo de "Acende a Luz," todas do Lampião Rei, dificilmente são “nítidas”, “claras” ou “cristalinas".

O que há é uma nova paleta de cores, sons e composições — novas inspirações musicais — que comumente fogem ao metal progressivo tradicional. Ao vivo vejo que o repertório completo se encontra de forma muito natural, sem haver uma discrepância que muitas vezes é evidenciada muito mais pela produção, condição ou momento da gravação. É mais situacional do que parece.

Marco: Além da bagagem musical crescente, existe a realidade esmagadora do orçamento. Holoceno foi majoritariamente um disco gravado no quarto, com poucas bases gravadas em estúdio – bateria gravada remotamente, quase no final do processo – e esse aspecto caseiro não foi por escolha estética, mas se deve à falta de capital e de know-how técnico, pois assumi a produção sem qualquer experiência prévia. Agora que temos mais membros com experiência e que também aprendemos mais sobre produção, e que tivemos engenheiros de carreira assumindo a batuta técnica, Lampião Rei e Celestial conseguem representar suas sonoridades com mais clareza, mesmo nos momentos mais saturados.

Queria que vocês comentassem sobre o trabalho maravilhoso feito pela Juliana Lapa, tanto para as capas dos singles desse novo projeto como para a arte da capa desse terceiro lançamento de estúdio.

Pedro: Foi a primeira vez em que tive contato diretamente com a artista, indo visitar seu estúdio, conversando, fazendo parte daquilo. Então, foi um processo único e enriquecedor. Juliana é uma artista maravilhosa que tem um mundo próprio em sua arte. Ela abriu suas portas para receber nosso som e nós fomos premiados com uma visita a este seu universo. Quando vimos a capa de Celestial pronta, tivemos uma sensação parecida de quando ela ouviu a música, no sentido que aquilo nos inspirou de volta. Poderíamos compor um outro álbum só a partir da arte agora, porque quando a imagem encontra o som, cria essa espécie de portal no espaço e tempo.

Rodolfo: Como uma fada que deixa pó mágico por onde passa, Juliana pinta o caminho que trilha. Com pincel, lápis, tinta, dedos, raspador ou literalmente qualquer objeto ao alcance da mão, a artista tocava o painel ainda vivo da capa de Celestial e moldava raios de sol, rostos e ruínas. Descrever o que ela fez como nada menos que "magia" seria injusto.

Vocês cantam em português e isso é um detalhe bastante interessante, pois apesar da barreira do idioma, a Papangu foi bem recebida fora do Brasil. Queria que vocês comentassem sobre essa escolha, pois muitas bandas nacionais optam por cantar em inglês sob uma falsa ótica de conexão com o mercado internacional - que, muitas vezes, acaba nem se concretizando.

"A maioria do público estrangeiro (especialmente o anglófono) prefere a autenticidade de quem canta em seu próprio idioma. Vemos isso não apenas como um detalhe, mas como uma característica definidora do que fazemos."

Rodolfo: Exceções como Angra e Sepultura reforçam o que acredito ser a regra. A primeira, embora tenha incorporado inspirações da música brasileira em Holy Land [disco de 1996], abraçou integralmente um gênero musical calcado na tradição europeia, seja na interpretação, na execução, na imagética ou na sonoridade e, com uma maestria técnica muito acima da média, conseguiu superar as bandas gringas em seu próprio terreno. A segunda cantou em inglês da mesma forma que Caetano Veloso cantou em Transa (1972): com autenticidade, sotaque original, estruturas influenciadas pelo idioma materno e um DNA puramente brasileiro.

Muitos grupos olham para esses dois exemplos como modelos a serem seguidos, mas eu os vejo como exceções que confirmam a regra: é preciso fazer o que eles fazem lá fora melhor do que eles; ou é preciso desenvolver uma linguagem própria; ou ainda, é preciso ser um canal direto de expressão das próprias ideias musicais, com pouca ou nenhuma interferência da indústria ou do público (vide Hermeto Pascoal).

Neste disco, o Rodolfo toca órgão Hammond, piano, Fender Rhodes, Juno 106, Minimoog, Moog Matriarch, DX7... Queria que você falasse sobre a importância desse estudo de timbres pensando no enriquecimento da experiência de ouvir esse novo trabalho.

Rodolfo: É que, de fato, cada um desses é um instrumento próprio. Um violão é mais próximo de uma guitarra do que um Hammond é de um piano, bem como um clarinete é tão diferente de um saxofone, ainda que nos dois exemplos os sons consigam ser emitidos igualmente pelo instrumentista. Esta comparação é importante para distinguirmos a escolha de timbres da de instrumentos. Com um conjunto padrão de nove drawbars em um Hammond, é possível produzir aproximadamente 253 milhões de combinações sonoras distintas. Manipulando-as ao longo da música, então, a timbragem e experimentação são infinitas. O exemplo é para dizer que em Celestial, a escolha foi tanto de timbres quanto de técnicas de gravação e de instrumentos.

"Queríamos explorar e enriquecer a paleta de cores tão vasta que estava à nossa disposição, ao mesmo tempo em que estabelecemos limitações técnicas cujo desafio permitiu a escolha de um alfabeto único para expressar aquelas ideias. Mesmo os erros e pontas fazem parte disso."

Marco: Para além da escolha dos teclados, tivemos a sorte de ter um arsenal de amplificadores valvulados, máquinas de eco e reverberação no leque sonoro do Celestial. Apesar de ser um disco feito na fita e que utiliza equipamentos antigos na sua produção, não é um álbum retrô: faz uso do maquinário clássico pela facilidade de achar uma riqueza de timbres e cores. É bem difícil fazer isso no campo digital.

Em 2025, vocês lançaram um dos projetos mais interessantes – pensando nos desdobramentos do catálogo da banda – que foi o EP Sol Ruir. Queria saber se existem planos de expandir essa ideia e talvez propor um disco inteiro com essa abordagem de “música de videogame”. Achei uma excelente sacada.

Rodolfo: Sobre novos projetos atípicos, temos sim alguns! Há gravações prontas, já que podem ganhar versões em mídia física ou digital em breve. Quanto às músicas de videogame, são grande inspiração para nós e mesmo no Celestial já conseguimos identificar trechos e inspirações vizinhas. A própria abertura da música Celeste parece remeter às telas de abertura dos jogos da Square Enix e Nintendo.

Vocês ainda não lançaram um disco ao vivo “oficial”, mas têm o bootleg de 2023 no SESC Carmo e o ao vivo na Porta Maldita de 2025 que mostram como a experiência de presenciar a banda ao vivo é ainda mais ampla do que a experiência de estúdio. Como vocês abordam a montagem do espetáculo, pensando na roteirização da performance, no espaço que a banda possui para improvisar e como tudo isso vai ressoar com o público?

Marco: De fato, os discos de estúdio são um retrato de determinado espaço (a sala de gravação) e tempo (nossa etapa na jornada da banda e os poucos dias que temos para gravar). São as condições quase perfeitas, onde podemos controlar as variáveis, e o resultado é intencional e por nós determinado. Já nos shows, acrescenta-se uma multitude de fatores a guiar o espetáculo e a diferenciá-lo do que registramos em estúdio. Além da duração do show em si, também levamos em consideração o recorte de público esperado, a dinâmica do espaço, a qualidade do retorno no palco… e é constante o fato de que queremos sempre brincar e dançar dentro e fora das estruturas das composições, assumindo todos os riscos.

Tentamos interpretar as músicas mais ou menos como um grupo de jazz, seguindo os temas mas andando livremente nos momentos adequados, e interagindo com o público – de um jeito que não só anima o público mas que também nos estimula. Se avistamos alguém na plateia com uma camiseta de Joni Mitchell, Alceu Valença ou um colar do Magma, são altas as chances de fazermos uma citação de algum tema deles num solo ou até de improvisar um cover.

Aliás, os nossos discos favoritos tendem a ser aqueles que se aproximam da banda ao vivo: todo mundo tocando junto, com energia de show, se arriscando e experimentando no calor do momento. É, a nosso ver, muito mais legal do que o projeto de quarto, onde o excesso de minúcia pode facilmente esterilizar a performance. Todas as bases de Celestial foram gravadas ao vivo com todos na mesma sala e sem edições. Na nossa discografia até agora, é o que mais se assemelha a um show da Papangu.

Quais são os desafios e as dificuldades pra furar a bolha, principalmente no Sudeste? Pergunto, pois o processo de internacionalização da banda parece ter sido mais natural e menos complexo do que quebrar a lógica do mercado local.

Marco: O processo de reconhecimento da Papangu foi um tanto cômico.

Como não tocávamos shows com frequência antes de lançar o Holoceno, o disco não chamou a atenção da mídia brasileira ou da blogosfera alternativa nacional nas primeiras semanas do lançamento, que é normalmente o momento essencial para a repercussão. Nossa sorte foi que usuários de sites independentes de resenha musical – ProgArchives, Rateyourmusic, etc. – chegaram ao disco através das tags no Bandcamp, plataforma digital na qual Holoceno fora lançado.

Primeiro vieram as resenhas dos usuários, depois vieram os microblogs de música, então sites independentes de renome como Treble e Heavy Blog… e só daí em diante é que críticos de música brasileiros chegaram a conhecer uma banda desconhecida da Paraíba. Daí em diante, após poucos shows com a formação nova, mas com um disco com forte reconhecimento da crítica, recebemos convite para tocar no Kool Metal Fest, em São Paulo, e pudemos apresentar nosso som a um público maior e a espalhar nosso som Brasil adentro.

Rodolfo: Ao mesmo tempo, vejo que o público brasileiro estava pronto para aquilo, só não sabia ainda [risos]. A crítica especializada brasileira, bem como os curadores e programadores, é igualmente culpada e responsável por isso. Somos muito gratos ao jornalismo musical e aos resenhistas que ainda têm a coragem de explorar novos sons. A validação internacional foi um excelente pontapé inicial, mas a autoridade com a qual estes profissionais divulgaram nossos lançamentos e repercutiram nossos shows foi o combustível necessário para manter vivo o interesse na banda.

Vida longa e próspera e muito obrigado pela música e pela atenção. É muito legal ver uma banda fazendo barulho fora do país dessa forma. Pra fechar, queria que vocês comentassem sobre a cena de Jampinha [João Pessoa], que citassem algumas bandas locais para os ouvintes pesquisarem.

Rodolfo: Entre grupos que não estão mais na ativa e outros artistas jovens ou não: Jaguaribe Carne, Paulo Ró, Das Bandas da Paraíba, Hajem Kunk, Cabruêra, Korvak, Escurinho, Vermgod, Cátia de França, Zepelim e o Sopro do Cão, Alamiré. Nossa meta é encher o saco do pessoal da Augustine Azul o suficiente para eles voltarem a tocar!

Por:

Guilherme Espir

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